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foto: Euler Sandeville Jr., paisagem de luz e água, março de 2018



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desenho de Euler Sandeville Jr., Ubatuba, 2007.


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II.1. A INJUSTIÇA.

Começo aqui uma segunda série de meditações e mensagens temáticas: um tema difícil e particularmente sensível hoje em dia. Em minha profissão, muitas vezes, tenho que perceber a injustiça. Não que procure percebê-la, mas que a injustiça se mostra por demais evidente em diversas formas. A própria cidade é um terrível testemunho da capacidade e da injustiça humana. O que sou obrigado a ver por vezes é grave, não são coisas pequenas, e sinto uma profunda tristeza ao ver a injustiça, ao ver esse retrato do nosso tempo, esse retrato da nossa humanidade. Como cristão, eu me pergunto – como devemos lidar com isso em nossa vida e em nossa inserção em sociedade? Como não nos deixaremos levar por ela?

Até quando, SENHOR, pedirei socorro e não ouvirás, gritarei a ti: “Violência!”, e não salvarás? Por que me fazes ver a iniquidade e observas a opressão? Rapina e violência estão diante de mim; há litígios, levantam-se contendas! Por isso, a lei se afrouxa e o direito nunca se manifesta. Sim, os ímpios cercam os justos, e assim a justiça é torcida. (Livro do Profeta Habacuque 1.2-4)

A injustiça pode estar nas pequenas coisas, naquelas do dia a dia, das relações entre pessoas que convivem ou que não podem evitar fazê-lo, em amizades e inimizades, nas relações de trabalho, na família, nas igrejas, nas instituições e empresas. Mas também pode ser generalizada, ou antes, é exatamente por isso que está disseminada nas estruturas da sociedade em diversas formas de violência, de indiferença, de preconceito, na ganância, na inveja, na bravata da justiça própria. Assume muitas expressões: verbais, nos olhares, nos atos, nos episódios coletivos e passionais, na ameaça e na intimidação, na violência física. Lembrei-me agora do contundente quadro de Daumier, que ele chamou de “Queremos Barrabás!” (c. 1850), retrato da injustiça, da incompreensão, dos mais violentos instintos e sentimentos.

Euler Sandeville Jr., 20 de agosto de 2018.



Honoré Daumier (1808–1879). Ecce homo ou Queremos Barrabás, 1850, óleo sobre tela, 163 × 130 cm disponível em commons.wikimedia.org/wiki/File:Honor%C3%A9_Daumier_019.jpg acesso em 31 de maio de 2018.
      








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